A região de Campinas, em São Paulo, registrou uma média de 12 interrupções no fornecimento de energia entre janeiro e maio de 2026. O levantamento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) aponta um aumento de 6,5% nos casos, que são causados por pipas presas à fiação elétrica.
Nos cinco primeiros meses do ano, o número de ocorrências na região cresceu, passando de 1.746 em 2025 para 1.859 em 2026. Campinas liderou o volume com 277 casos, apresentando alta de 11%, o que resultou em uma interrupção média a cada 13 horas na metrópole.
Municípios vizinhos também registraram elevação nos incidentes. Em Hortolândia, os casos subiram de 62 para 101, um aumento de 63%. Em Sumaré, os registros passaram de 61 para 81, indicando alta de 33%, segundo a CPFL.
A companhia informou que o contato das pipas com a rede elétrica provoca curtos-circuitos e desligamentos. Os fatores incluem curto-circuito por umidade, o uso de materiais cortantes como cerol ou linha chilena, e a ruptura física dos cabos ao serem puxados.
A Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe a fabricação, comercialização e uso de linha com cerol ou linha chilena no estado. A CPFL recomenda que a atividade seja feita em áreas abertas, longe de postes e subestações, e que a população acione os canais oficiais para remoção segura de pipas presas à rede.

