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Justiça

Procurador afirma que órgãos do Rio viraram antros de corrupção

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de julho de 2026 22:40
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Antônio José Campos Moreira, afirmou que o estado possui um ambiente institucional voltado à corrupção. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 10, durante coletiva sobre investigação que levou à prisão de seis pessoas em esquema de desvio de recursos públicos.

Campos Moreira comentou o caso e disse que a situação “talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o nosso Estado passa há décadas”. Segundo o procurador, “inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes, transformando essas estruturas em antros de corrupção”.

A fala ocorreu no dia seguinte à operação do MPRJ, que denunciou onze pessoas por organização criminosa, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. O esquema envolvia um suposto desvio de R$ 86 milhões por meio do Instituto Rio Metrópole (IRM). Entre os denunciados estão o presidente do instituto, um delegado da Polícia Civil, um procurador e o pai de um deputado estadual.

O procurador defendeu uma “limpeza nas estruturas do Estado” e disse que o Ministério Público buscará responsabilizar todos os envolvidos, inclusive pelas nomeações e pela formação dos núcleos de corrupção. Ele também mencionou que o atual cenário institucional, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, possibilita atuação integrada e independente das instituições.

TAGGED:Corrupçãodesvio de recursosinstitucionalinvestigaçãoMPRJRio de Janeiro
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