A defesa do presidente nacional do PL negou irregularidades envolvendo a indicação de emendas e contestou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do político. O ministro Flávio Dino, do STF, havia determinado a medida e suspenso emendas sob a influência do líder partidário.
A nota de defesa afirmou que o presidente do PL nega categoricamente a prática de qualquer crime. O advogado responsável disse que não há prova ou indício de que o político aderiu a um suposto esquema criminoso. A defesa declarou que é legítimo no sistema democrático que um presidente partidário dialogue com parlamentares e influencie sua bancada.
A Polícia Federal informou ao STF que identificou 21 emendas que atendiam ao interesse do presidente do PL. Essas emendas somariam R$ 119,2 milhões em recursos públicos. Segundo a PF, o líder partidário teria direcionado o modo como as emendas deveriam ser indicadas, utilizando servidores da Câmara para distribuir verbas conforme seus interesses.
A defesa também manifestou preocupação com a indisponibilidade patrimonial integral determinada pelo ministro do STF e com a exposição prematura da investigação preliminar. A defesa reafirmou a inocência do presidente do PL e prometeu adotar medidas judiciais para demonstrar a improcedência das imputações.

