Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, afirmou nesta sexta-feira, 10, que o Banco Central cria um problema desnecessário ao manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano. Segundo ele, a manutenção desse patamar impede o superávit primário e está endividando o Estado.
Em entrevista, Haddad declarou que a política monetária atual é falha, pois a taxa de juros é o fator que endivida o Estado. O ex-ministro disse que é necessário baixar a taxa para que seja possível realizar um superávit primário.
Haddad também criticou a gestão anterior, dizendo que a taxa Selic não precisava ter atingido 15% no ano passado e que o Banco Central deveria ter iniciado o ciclo de cortes mais cedo. Ele comentou que o saneamento das contas públicas pode permitir uma mudança na política monetária após as eleições.
O petista mencionou que o atual presidente encaminhará ao Congresso uma proposta de Orçamento com superávit, algo que não acontecia desde o segundo mandato de Lula. Haddad afirmou que a continuidade do ajuste fiscal pode levar a uma volta da política de juros à normalidade.

