A família de uma mulher, de 32 anos, questiona o uso de fogo em um terreiro de candomblé na Zona Oeste do Rio, após ela morrer 25 dias depois de ter o corpo 65% queimado em uma cerimônia. A vítima foi atingida pelas chamas enquanto estava em um ambiente fechado, segundo a irmã.
A irmã da vítima afirmou que ela estava agachada em um canto limpando um produto perto de estátuas sagradas quando as chamas a atingiram. Ela declarou que havia diversas crianças no terreiro e questionou o uso de produto inflamável em local fechado. “Eu quero justiça pela minha irmã. Ela não merecia. Era uma gira de e tinha um monte de criança. um ambiente fechado. Por que que eles vão usar um produto inflamável para colocar fogo no ambiente fechado? Tem alguma explicação?”
Um vídeo mostrou um homem se aproximando de uma cumbuca em chamas e adicionando mais combustível. Segundo a família, o homem é esposo da yalorixá responsável religiosa da vítima. A filmagem registrou o desespero dos religiosos, que correram para apagar o fogo. As chamas subiram intensamente e atingiram a vítima, que foi levada ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz.
A mulher faleceu na quinta-feira (9). O caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande) e encaminhado à 33ª DP (Realengo). A yalorixá, que afirmou ser mãe de santo, publicou nota esclarecendo que o ritual era particular e que o babalorixá do terreiro não estava envolvido no uso de combustível.

