Um professor de economia da Brown University suspeita que a maioria dos alunos utilizou inteligência artificial para colar em uma prova intermediária aplicada neste semestre. A avaliação, que foi liberada para casa após um tiroteio na instituição, gerou questionamentos sobre a fiscalização acadêmica.
O professor Roberto Serrano aplicou a prova intermediária para casa em seu curso de Economia do Bem-Estar e Teoria da Escolha Social. A decisão ocorreu após estudantes expressarem ansiedade com o retorno às aulas, devido a um tiroteio ocorrido em dezembro na universidade. Contudo, ao final do semestre, Serrano lamentou a escolha, pois dezenas de alunos provavelmente usaram inteligência artificial para obter notas perfeitas ou próximas disso.
Serrano aplicou a prova final presencial, o que resultou na evasão de mais de doze alunos e na reprovação de outros. O docente afirmou que a resposta da administração foi “meia-boca”. Ele declarou que não anularia a prova intermediária imediatamente, mas a contaria apenas se a distribuição da nota final fosse similar à da intermediária; caso contrário, a anularia e reajustaria a nota final.
Os resultados subsequentes confirmaram a suspeita do professor. Dezoito alunos trancaram a disciplina, e nove permaneceram matriculados, mas não fizeram a prova final. A média da prova final foi de **48,6%**, um patamar historicamente baixo, já que a média anterior nunca caiu abaixo de **65%**.

