O acordo mediado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para destravar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Distrito Federal, visando salvar o Banco de Brasília (BRB), não foi fechado após quase 45 dias. Executivos informam que bancos privados apresentaram resistência em participar do consórcio de garantia.
A direção do BRB avalia acionar o ministro Luiz Fux, do STF, responsável pela conciliação firmada em 28 de maio. Os termos do acordo previam que o crédito seria garantido por um sindicato de bancos e teria como contragarantia a parcela do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que somam cerca de R$ 1,6 bilhão.
No entanto, interlocutores afirmam que Bradesco e Itaú perderam interesse no negócio. Os bancos passaram a exigir que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal apresentassem garantias próprias, o que o governo federal considera inviável. Sem a participação das instituições privadas, a garantia da operação do DF junto ao FGC não pode ser estabelecida.
O governo do DF é cobrado pelo Banco Central para capitalizar o banco e fechar o rombo das operações com o Banco Master, que chega a R$ 8,8 bilhões, segundo estimativas do presidente do banco. O impasse afeta o BRB, que enfrenta crise de liquidez e forte desvalorização das ações. As ações ordinárias fecharam nesta quinta-feira em R$ 3,02, com queda de 22%.

