Onze das treze Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) do Distrito Federal operaram acima de sua capacidade máxima de internação nesta semana, segundo dados do Ministério Público do Distrito Federal. A superlotação, que atingiu 177% da capacidade total, ocorre em função da permanência de pacientes aguardando leitos hospitalares.
A UPA Ceilândia II registrou taxa de ocupação de 400% em um de seus setores, indicando que havia quatro pacientes por leito disponível, muitos em áreas improvisadas. Somando os 185 leitos regulares das unidades, a taxa de ocupação geral alcançou 177%. Apenas as UPAs de Sobradinho e São Sebastião mantiveram a lotação abaixo do limite, com 90% e 71%, respectivamente, na última quinta-feira (9).
O Conselho Federal de Medicina estabelece que a permanência máxima em UPAs deve ser de 24 horas. Contudo, o Ministério Público do Distrito Federal informou que o tempo médio de internação é de 3,7 dias por paciente. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) explicou que a permanência de pacientes estabilizados, aguardando leito hospitalar, impacta diretamente a ocupação das unidades.
O Iges-DF afirmou que a estrutura assistencial adicional é usada para garantir o cuidado enquanto se aguarda disponibilidade na rede hospitalar. Para mitigar o problema, o Instituto atua com a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para agilizar transferências e prevê a implantação de sete novas UPAs Porte III no Distrito Federal.

