Autoridades norte-americanas afirmaram que há uma disputa de poder em curso no Irã entre líderes linha-dura e pragmáticos. A suspeita surge em meio a recentes ataques à navegação no Estreito de Ormuz, onde os Estados Unidos exigem o fim dos incidentes.
Os Estados Unidos exigem que o Irã emita uma declaração pública reconhecendo que todas as vias do Estreito de Ormuz estão abertas e que não há mais ataques a navios. Segundo uma autoridade norte-americana, o país deve fornecer essa declaração ou “não teremos um desfecho favorável para eles”.
A tensão se intensificou após três navios serem atacados nesta semana, o que levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a responder com ataques contra alvos iranianos, declarando que o cessar-fogo de junho havia terminado.
O Estreito de Ormuz, corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura, é vital para o transporte global de petróleo e gás. Embora o Irã não seja o proprietário da rota, o país controla a costa norte e posições militares, transformando essa posição em instrumento de pressão política.
A ausência do líder supremo, Mojtaba Khamenei, nas cerimônias fúnebres de seu pai, Ali Khamenei, levantou questionamentos sobre sua saúde e sobre a dinâmica de poder no país, apesar do apoio da Guarda Revolucionária.

