O programa Terra de Minas utilizou inteligência artificial para recriar a imagem de Chica da Silva, em homenagem aos 230 anos após sua morte. A reconstrução visual se baseia em pesquisas históricas e documentos da época, buscando apresentar a trajetória da personagem de Minas Gerais.
Como não existem retratos fiéis de Chica da Silva, as ilustrações foram produzidas com auxílio de IA, funcionando como ferramenta de reconstrução visual baseada em evidências. A equipe orientou a criação das artes com base em informações do livro ‘Chica da Silva e o contratador dos diamantes: o outro lado do mito’, da historiadora Júnia Ferreira Furtado, e em registros iconográficos do século XVIII.
A reconstrução buscou representar diferentes fases da vida da mulher. Na juventude, quando escravizada, as imagens refletiram o vestuário colorido de mulheres da Costa da Mina. Na fase adulta, a representação considerou as transformações sociais, mostrando Chica como mulher da elite colonial, com corpo mais robusto, sinal de prestígio.
A decisão de não incluir perucas nas ilustrações seguiu a pesquisa de Furtado, que apontou que o adereço era predominantemente masculino na época. As imagens de seu companheiro, João Fernandes de Oliveira, seguiram descrições da indumentária da elite portuguesa do século XVIII, conforme detalhado na obra da historiadora.

