A demanda por memória de alta largura de banda, impulsionada pela inteligência artificial, está pressionando a oferta global de componentes eletrônicos. Especialistas apontam que o crescimento da IA supera a capacidade de expansão dos fabricantes, o que eleva custos em toda a cadeia de suprimentos.
A inteligência artificial tornou-se o maior cliente da indústria de tecnologia, exigindo grandes volumes de memória de alta largura de banda (HBM) e DRAM avançada para cada novo servidor de IA. Essa necessidade acelera a corrida dos fabricantes de chips, mas a construção de novas fábricas leva anos, gerando um aperto na oferta que afeta eletrônicos cotidianos.
Segundo o especialista Dylan Patel, a demanda por memória ligada à IA dobra anualmente, enquanto a expansão da capacidade dos fabricantes ocorre em ritmo de 20% a 30% ao ano. Patel afirmou que essa disparidade fará com que os preços da memória continuem a subir, pois a oferta não acompanha a demanda. Ele alertou que clientes de IA podem superar empresas de eletrônicos de consumo na disputa por componentes.
A Apple possui vantagens em relação a muitos concorrentes, como acordos de alocação de memória prioritária e uma receita estável gerada por serviços. Contudo, a empresa reconheceu em seu relatório de resultados do segundo trimestre fiscal de 2026 que os custos de memória aumentaram no trimestre de junho. Estimativas apontam que os custos de memória para smartphones premium podem saltar de cerca de US$ 50 para mais de US$ 150.

