Os gastos com a Operação Ágata, coordenada pelo Ministério da Defesa, registraram queda de 35,5% nos três primeiros anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva em comparação com o mesmo período de Jair Bolsonaro. A ação, que mobiliza Forças Armadas e outras instituições, visa reprimir o crime organizado em fronteiras como tráfico e garimpo ilegal.
A operação, criada em 2011, é uma mobilização conjunta das Forças Armadas com diversas instituições de segurança pública. Ela atua nas cerca de 17.000 km de fronteiras terrestres do Brasil, envolvendo além do Exército, Marinha e Força Aérea, 12 ministérios, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Fundação Nacional do Índio e Receita Federal.
Os dados do Ministério da Defesa mostram que os gastos foram de R$ 100,5 milhões na gestão anterior e caíram para R$ 64,8 milhões na atual. Em um período de dez anos, a queda nos gastos com a operação atingiu 71%, passando de R$ 33,4 milhões em 2015 para R$ 9,5 milhões em 2025. O maior dispêndio registrado foi em 2022, com R$ 70,3 milhões.
O Ministério da Defesa informou que a Operação Ágata Amazônia 2025 gerou prejuízo econômico superior a R$ 220 milhões. Além disso, a edição de 2026 obteve resultados expressivos, com impacto econômico ao crime superior a R$ 1 bilhão. A ação é estruturada no âmbito do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF).

