Pesquisadores de inteligência artificial debatem o futuro de suas carreiras após a rápida melhoria da tecnologia, que automatiza tarefas complexas. Em uma conferência em Seul, especialistas discutiram a necessidade de focar em hipóteses criativas, enquanto executivos de grandes empresas apontaram para o avanço do autoaperfeiçoamento recursivo da IA.
Em um painel na Conferência Internacional de Aprendizado de Máquina, um professor de ciência da computação de Princeton, Arvind Narayanan, declarou que os pesquisadores não devem temer a automação de seus empregos. Ele explicou que a IA carece da criatividade necessária para gerar grandes avanços em pesquisa, sugerindo que o trabalho humano migrará para a formulação de hipóteses criativas, deixando a execução experimental para a máquina.
Executivos de empresas como a OpenAI comentaram sobre o uso de ferramentas de assistência de código, como o Codex, que já está acelerando o trabalho dos pesquisadores. O conceito de autoaperfeiçoamento recursivo é visto como um marco crucial, podendo levar a um ponto de ‘decolagem’ da indústria. O cientista chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, afirmou que a empresa espera que a IA atinja um nível de habilidade de pesquisador pleno até março de 2028.
Além disso, pesquisadores de instituições como o ELLIS Institute Tübingen e o Max Planck Institute for Intelligent Systems apresentaram um *benchmark* para medir a capacidade de modelos de IA ajustarem outros modelos em áreas específicas. Um dos pesquisadores envolvidos disse que acredita que os modelos de IA conseguirão igualar as capacidades de pós-treinamento dos humanos até dezembro, embora tenham demonstrado falta de criatividade em alguns testes.

