Um prédio na orla do Rio de Janeiro, próximo à Praia de Ipanema, funciona como depósito clandestino para ambulantes, reunindo mercadorias, barracas e até uma criação de galinhas. O local foi flagrado após a Prefeitura do Rio anunciar um programa para combater a exploração irregular da orla por facções criminosas.
O imóvel opera sem identificação oficial e, segundo a prefeitura, faz parte de um total de 22 depósitos clandestinos que dão suporte ao comércio irregular na Zona Sul. O município planeja desapropriar o espaço para transformá-lo em um depósito público destinado a ambulantes legalizados.
Ambulantes informam que pagam cerca de R$ 100 por semana para armazenar equipamentos nesses locais, sem qualquer contrato ou fiscalização. Um relatório de inteligência municipal aponta que a exploração ilegal do espaço público na orla gera cerca de R$ 100 milhões por ano ao crime organizado.
Em resposta, a Prefeitura do Rio anunciou um pacote de medidas que inclui fiscalização diária e combate aos depósitos clandestinos. As ações devem começar em 16 de julho, abrangendo um trecho de 8,5 quilômetros entre o Leme e o Leblon.

