A Micron Technology alcança uma fase de lucratividade histórica, impulsionada pela demanda crescente de inteligência artificial e pela restrição de suprimentos de memória. A empresa projeta receita de 50 bilhões de dólares no quarto trimestre, um valor que pode equiparar lucros de duas décadas.
A inteligência artificial transformou a economia dos semicondutores, deslocando a competição de volume para o controle de componentes vitais em data centers de IA. A Micron está no centro dessa mudança, gerando lucros que pareciam impossíveis há poucos anos. Segundo projeções, a empresa pode faturar quase o montante que acumulou nos últimos 20 anos em um único trimestre.
A escassez de suprimentos sustenta o poder de precificação. Enquanto a capacidade de memória cresce em cerca de 20% a 30% anualmente, a demanda por IA dobra, segundo análises de mercado. Essa dinâmica resultou em uma margem operacional de 83% no negócio de data center da Micron no último trimestre, um índice tipicamente ligado a empresas de software.
Analistas preveem que a empresa pode atingir entre 90 bilhões e 100 bilhões de dólares em lucro operacional neste ano fiscal. A estrutura de mercado, onde apenas três empresas controlam cerca de 90% da produção de DRAM e 100% da memória de banda larga (HBM), reforça essa posição de mercado.

