Cuba enfrenta grave crise energética com novo blecaute total do Sistema Elétrico Nacional (SEN) na sexta-feira (10). O colapso ocorre cinco anos após grandes protestos populares de 2021, motivados pela escassez de alimentos e remédios.
A desconexão foi informada pela estatal União Elétrica (UNE) às 16h30. Segundo relatórios da UNE, onze das dezesseis unidades de geração termoelétrica não estavam operando por falhas ou manutenção. A geração distribuída, que utiliza motores a diesel e óleo combustível, permanece paralisada pela falta de combustível.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, declarou que o blecaute evidencia “as consequências do castigo coletivo imposto pelo governo dos Estados Unidos contra o povo cubano”. Ele afirmou que a situação decorre do bloqueio econômico e comercial mantido pelo governo dos EUA há quase sete décadas.
Os protestos de 2021, considerados a maior manifestação nacional desde 1959, foram seguidos por forte repressão. O grupo Cubalex informou que mais de 1.400 pessoas foram detidas na ocasião. Apesar da crise, o Parlamento de Cuba aprovou em junho de 2026 medidas para o livre mercado, permitindo capital estrangeiro e empresas privadas com mais de 100 empregados.

