Relatórios médicos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que ele apresenta sintomas de fadiga, sonolência e instabilidade do equilíbrio corporal como efeito colateral dos medicamentos que toma. Os pareceres afirmam que o quadro de saúde do ex-presidente se mantém estável, sem novas queixas.
O relatório semanal, feito pelo médico Brasil Caiado, declarou que o ex-presidente possui estabilidade nos sintomas e queixas, com quadro inalterado em relação à semana anterior. O médico explicou que houve resposta satisfatória com sinais progressivos de melhora, principalmente na pressão arterial e nas crises de soluço, após o ajuste da medicação iniciado há cerca de um mês. O ex-presidente relata lidar com os efeitos colaterais persistentes.
Além do acompanhamento médico, o fisioterapeuta também realizou sessões com o ex-presidente. Em uma delas, ele demonstrou boa mobilidade e realizou atividades funcionais normalmente. Em outra sessão, o ex-presidente relatou estar um pouco mais cansado e indisposto, mas continuou o tratamento, sem queixas de dor.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado a prisão domiciliar do ex-presidente em 3 de julho. Na última quarta-feira, 8, a Polícia Federal apreendeu uma escopeta na residência do ex-presidente, após uma operação de busca e apreensão.

