Filhos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acumulam patrimônios financeiros expressivos em pouco tempo. Um advogado de 25 anos, descendente de ministro, acumulou R$ 27,7 milhões em dois anos de carreira, segundo documentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado.
O jovem advogado, filho de um ministro, construiu um patrimônio que supera o de muitos profissionais experientes. Documentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado mostram que, em 2025, o indivíduo possuía cerca de R$ 5 milhões em cotas de um fundo de renda fixa do Banco do Brasil. No segundo semestre daquele ano, ele realizou uma nova aplicação superior a R$ 22 milhões.
Outros casos demonstram o perfil de atuação desses descendentes. Um outro filho de ministro possui um escritório no Rio de Janeiro com clientes como a Petrobras e a Avon. Além disso, a esposa de ministro possui um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, conforme noticiado pela imprensa.
O envolvimento não se restringe à advocacia. O filho de um decano de ministro atua na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Academy, sendo creditado pela convocação de um jogador. O rapaz utiliza o instituto do pai como mandante na área esportiva, gerando receita para a entidade.

