A empresa chinesa BrainCo desenvolve dispositivos vestíveis baseados em tecnologia de interface cérebro-computador (BCI), contrastando com o foco de empresas como a Neuralink em implantes cerebrais. A startup, sediada em Hangzhou, concentra esforços em soluções não invasivas, visando atender pacientes e, futuramente, o mercado de consumo.
As BCIs funcionam processando sinais cerebrais e convertendo-os em comandos para controlar dispositivos externos apenas pelo pensamento. Embora o investimento no setor ainda seja menor que o da inteligência artificial, o interesse cresce com marcos como permitir que pessoas com doenças degenerativas, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA), digitem usando apenas sinais cerebrais.
A BrainCo, fundada em 2015, prioriza métodos não invasivos, alegando que muitos casos podem ser tratados sem intervenção cirúrgica, o que torna o tratamento mais acessível e menos arriscado. A empresa já possui mãos biônicas aprovadas pela FDA dos Estados Unidos, que captam sinais neurais e musculares de amputados, e um equipamento para auxiliar o sono.
A estratégia da BrainCo prevê três fases: atender pacientes com cobertura de planos de saúde, expandir para transtornos como TDAH e depressão, e, por fim, entrar no mercado de eletrônicos de consumo. A empresa levantou 2 bilhões de yuans (cerca de US$ 280 milhões) em uma rodada de investimentos. A executiva da companhia afirmou que o maior desafio das tecnologias não invasivas é captar e interpretar sinais cerebrais, que são fracos quando medidos externamente.

