A primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz Ribeiro, compartilhou em palestra o trauma de ter sido testemunha de um assassinato quando criança. Ela ligou sua vivência pessoal ao esforço do governo estadual para ampliar o amparo a crianças e jovens órfãos vítimas de feminicídio.
Camila Mariz Ribeiro, esposa do governador Lucas Ribeiro, revelou que, aos dez anos, seu pai matou sua mãe. Segundo a advogada, o crime foi planejado, e ela ficou órfã, sentindo-se abandonada. Ela afirmou que o silêncio social contribuiu para a tragédia, dizendo: “Foi esse silêncio que impediu que a vida da minha mãe fosse poupada.”
O relato pessoal se conecta com uma ação política recente. O governador Lucas Ribeiro sancionou a lei que estende o amparo financeiro, psicossocial e educacional do programa ‘Paraíba que Acolhe’ a crianças e jovens afetados por feminicídio. A medida reflete também a Lei nº 15.398, que instituiu uma política pública nacional de prevenção ao crime.
Camila Mariz Ribeiro declarou que, embora nenhuma lei apague a dor, o acolhimento do Estado faz diferença. Ela concluiu: “A violência um dia calou minha mãe para sempre, mas é por causa desse silêncio onde a dor encontrou o propósito que eu estou aqui.”

