O governo brasileiro determinou a expulsão de um indivíduo com vínculos com inteligência russa, preso em Brasília desde 2022. A medida, publicada no Diário Oficial da União, gerou preocupação dos Estados Unidos, que alegam que o indivíduo tentou obter informações sigilosas de entidades americanas.
A determinação prevê que o indivíduo deixe o país após cumprir sua pena e fique proibido de retornar ao Brasil por 30 anos. O Departamento de Estado americano comunicou que a decisão enfraquece o compromisso de combater a interferência estrangeira e pediu que o Brasil trabalhe para responsabilizar ameaças à segurança coletiva.
Segundo investigações da Polícia Federal, o indivíduo se passou por cidadão brasileiro por cerca de 12 anos, chegando ao país em 2010 com a identidade fictícia de Victor Muller Ferreira. Ele foi capturado em março de 2022, após tentar entrar na Holanda com documentos falsos, e havia sido aprovado para estágio no Tribunal Penal Internacional.
A Polícia Federal não comprovou que o indivíduo seja espião, mas descobriu um esconderijo em Cotia, na Grande São Paulo, usado para equipamentos e mensagens. O ministro Edson Fachin negou a extradição para os EUA em dezembro de 2024, citando pendências penais no Brasil.

