Casos de grande repercussão na política brasileira, como o atentado a Jair Bolsonaro em 2018, o sequestro de Celso Daniel em 2002 e o assassinato de Toninho do PT em 2001, permanecem sem solução. As investigações iniciais não esclareceram o envolvimento de mandantes ou motivações, levantando questionamentos sobre a impunidade.
O atentado a Jair Bolsonaro ocorreu em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Após um inquérito rápido da Polícia Federal, não foi esclarecido quem ordenou o crime ou como foram mobilizados advogados para dar cobertura ao agressor. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal estavam disponíveis para investigar, mas o aparato não foi mobilizado com a magnitude do crime exigia.
Outro caso sem desfecho é a morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André, em janeiro de 2002. Ele foi sequestrado em São Paulo e morto após sofrer torturas. Embora a polícia tenha apontado bandidos como autores, surgiram dúvidas sobre por que um ocupante de carro blindado não foi afetado e por que o sequestrador testemunha não foi molestado.
A morte de Antônio da Costa Santos, conhecido como Toninho do PT, em setembro de 2001, em Campinas, também não foi desvendada. A polícia investigou tentativa de assalto, mas o veículo e a arma do crime nunca foram encontrados. A viúva alegou motivação política, citando que o prefeito investigava esquemas de corrupção.

