Um banqueiro encomendou ao publicitário dossiês com informações pessoais e monitoramento de um sócio do BTG Pactual. A Polícia Federal deflagrou operação para investigar a atuação do publicitário, que agiu ao lado do banqueiro, dono do Banco Master, visando intimidar pessoas consideradas obstáculos no mercado.
O banqueiro encomendou ao publicitário Thiago Miranda dossiês contendo dados pessoais e financeiros do sócio do BTG Pactual. O material incluía registros de acesso restrito a órgãos de segurança e rastreava vínculos empresariais do rival. Pessoas que acompanham a investigação afirmam que o conteúdo foi enviado diretamente ao celular do banqueiro.
A operação da Polícia Federal investiga a atuação do publicitário, que trabalhou junto ao banqueiro para intimidar figuras como o CEO de um grande banco e uma jornalista. O publicitário, ex-sócio de um portal de notícias, contratou influenciadores para uma operação de “marketing de guerrilha” em redes sociais em favor do Banco Master.
Em conversas privadas, o banqueiro demonstrou ressentimento pelo rival. Ele criticava o colega e mencionava que esperava “batidas do Esteves” em negócios. Em um momento, o banqueiro confidenciou que achava “muito ruim” a exposição gerada por uma negociação de sua instituição, mas admitiu que “não tinha o que fazer” a não ser “encarar essa”.

