Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência, afirmou neste sábado (11) que a carta de Jair Bolsonaro nomeando Flávio Bolsonaro como porta-voz representa sinal de “extrema fragilidade” na campanha do senador. Caiado disse que o concorrente não conseguiu responder às crises e precisou de apoio paterno.
Caiado fez a declaração a jornalistas durante agenda no Festival do Japão, em São Paulo. Segundo o ex-governador, o candidato não demonstrou condições de governar sem recorrer ao pai em momentos de crise. “Você não pode recorrer, a cada crise, a uma carta de seu pai. Você tem que ter as condições de poder: uma estrutura política, uma estabilidade emocional e, ao mesmo tempo, uma capacidade de superar as crises que amanhã venham a acontecer”, declarou Caiado.
A manifestação ocorreu após a divulgação de um documento público em que Jair Bolsonaro reforçou o apoio à candidatura de seu filho. A carta foi publicada em meio a uma crise envolvendo Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, que divulgou vídeo alegando ter sido maltratada pelo enteado. Caiado avaliou que o ato transmite imagem de dependência incompatível com o cargo presidencial.
O pré-candidato acrescentou que os candidatos devem responder por si mesmos, e não por terceiros. “Nós temos que ser aquilo que a sociedade espera, para que sejamos, na Presidência, representantes de 215 milhões de brasileiros, e não de um grupo”, afirmou Caiado, criticando a incapacidade do senador de responder às controvérsias.

