Márcio Borges, compositor e fundador do Clube da Esquina, foi empossado como imortal da Academia Mineira de Letras (AML) neste sábado (11), em Belo Horizonte. Borges assume a cadeira 29, e sua entrada marca uma mudança no perfil dos acadêmicos, segundo o presidente da AML.
A cerimônia de posse ocorreu no bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul da capital mineira. Borges, de 80 anos, declarou à televisão que a posse “consagra a minha sobrevivência” e que ele conseguiu apresentar uma obra reconhecida. Amilcar Vianna, acadêmico da AML, afirmou que é um “privilégio” receber Borges, figura importante na cultura de Minas Gerais e do Brasil.
A cadeira 29 esteve desocupada desde outubro do ano passado, após o falecimento do escritor e jurista José Fernandes Filho. Borges foi escolhido por votação, obtendo 32 dos 34 votos dos acadêmicos. Sua produção inclui mais de duzentas composições musicais, gravadas por nomes como Elis Regina e Milton Nascimento, além de poesias e roteiros musicais.
Jacyntho Lins Brandão, presidente da AML, explicou que a chegada de um letrista como Borges é um dado relevante. Ele comparou a situação a momentos anteriores, como a entrada de Henriqueta Lisboa e Ailton Krenak, afirmando que a escrita de Borges mantém a relação da composição com a fala.

