O Banco de Brasília (BRB) não divulga seus resultados financeiros desde o balanço do segundo trimestre de 2025, completando um ano sem transparência. A falta de dados oficiais oculta o prejuízo gerado pelas operações fraudulentas do Banco Master, e o banco se aproxima do prazo limite acordado com o Banco Central para solucionar a crise de capital e liquidez.
A instituição do Distrito Federal entregou ao Banco Central um plano de ações preventivas de recomposição de capital em 6 de fevereiro, com prazo de 180 dias, ou seja, até 5 de agosto. Apesar da urgência, interlocutores do mercado financeiro avaliam que os movimentos do banco e do governo do DF têm sido lentos. A crítica recai sobre o governo do DF, que não demonstrou capacidade de gerar receita para honrar pagamentos de empréstimos.
O BRB estima que o valor necessário para o provisionamento é de R$ 8,8 bilhões. O DF, controlador da instituição, recorre a captação, solicitando ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. Os termos dessa operação, que não terá aval da União, seguem em negociação, segundo a Secretaria de Economia do Distrito Federal.
O plano de socorro foi elaborado após a governadora do DF recorrer a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para mediação. Ficou definido que grandes bancos públicos e privados seriam fiadores da operação. As condições propostas pelo DF incluem taxa de juros de IPCA mais 4,5% e 18 meses de carência, mas os bancos fiadores ainda não concordaram.

