Ribeirão Preto, em São Paulo, mantém uma cena roqueira ativa, impulsionada por bandas autorais e de covers, mesmo com o domínio da música sertaneja na região. Produtores e músicos afirmam que o gênero opera de forma independente, embora enfrente barreiras de incentivo local.
O cenário musical local apresenta duas realidades. De um lado, bandas que tocam sucessos clássicos garantem agenda frequente em bares. De outro, artistas que investem em músicas próprias enfrentam dificuldades e precisam buscar público em outras capitais. O produtor Frederico Batista, colecionador de mais de 10 mil discos de vinil, organiza eventos e explica que o rock atua de forma independente, mas possui uma base sólida de fãs.
Juliana Prado, vocalista de duas bandas, avalia que reproduzir músicas conhecidas exige estudo e atrai um público cativo nos bares alternativos. Já César Malnova, vocalista da banda Igreja do Sexo, relata que o som gótico e autoral encontra mais espaço em São Paulo. Frederico Batista reforça que a falta de incentivo local afeta projetos independentes, e o retorno dos discos de vinil ajuda a atrair jovens para o universo do rock.
A cultura local também é fortalecida pelo João Rock, festival que, segundo um de seus fundadores, atua como ponto de resistência. O evento motiva a nova geração a aprender a tocar instrumentos, ajudando a manter a cena musical aquecida na cidade.

