Investidores estão comparando os ETFs de mineração de prata, Global X Silver Miners ETF (SIL) e Amplify Junior Silver Miners ETF (SILJ), após a prata ultrapassar os US$ 120 por onça e recuar para a faixa de US$ 60. A decisão se concentra entre a estabilidade de grandes produtoras ou o potencial de alavancagem de exploradoras menores.
A estrutura dos dois fundos difere significativamente. O SIL foca na disciplina de fluxo de caixa em escala, possuindo Wheaton Precious Metals, uma empresa de *streaming*, como principal ativo, com peso de 22,30%. Essa posição reduz o risco operacional em quase um quarto do portfólio. Adicionando Pan American Silver (12,16%), Coeur Mining (7,26%) e Fresnillo (5,43%), cerca de metade do fundo está em grandes mineradoras geradoras de caixa.
Em contraste, o SILJ aposta no pipeline de exploração e desenvolvimento, visando exploradoras de pequeno porte. Poucas participações geram fluxo de caixa livre significativo. Quando o preço da prata sobe, o valor patrimonial líquido das empresas menores se reajusta rapidamente; quando cai, o financiamento desaparece, e os detentores de ações sofrem a perda.
Nos últimos doze meses, o SILJ obteve retorno de 71,19%, superando os 57,34% do SIL. Embora ambos tenham retraído no ano corrente (SIL em -8,46% e SILJ em -8,10%), a volatilidade semanal tem sido maior no portfólio de exploradoras. Um fator de atenção é a mudança estrutural na China, que encerra negociação de futuros de prata em favor de entrega física em 24 de julho.


