O designer Miguel Adrover, de 61 anos, criticou a moda atual ao afirmar que a luta por uma indústria mais consciente parece ter servido apenas para que as novas gerações se pintem as unhas. Ele defendeu uma filosofia de resistência contra o foco midiático em declarações explosivas.
Adrover apontou que a imprensa frequentemente busca manchetes sensacionalistas, como as que alegam que “a moda atual pisa sobre cadáveres” ou que ele é “uma pessoa tóxica para esta indústria”. O designer mallorquim disse que essa busca por escândalo ignora o conteúdo de sua obra, que carrega uma filosofia de resistência.
Seu trabalho sempre incorporou temas centrais da narrativa contemporânea, como sustentabilidade, crise climática, migração, feminismo, homofobia e islamofobia. Ele afirmou que sua obra conserva um elemento de “perigo” que ele considera extinto em muitos colegas.
O artista, que foi relevante na moda global entre 1998 e 2012, não se apresenta como um mártir melancólico. Segundo ele, ele é um “asceta indomável” que prefere a desvinculação voluntária, contrastando com o ruído da indústria.

