A Polícia Federal aponta que o líder do Partido Liberal na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, e outros parlamentares estariam envolvidos em esquema que desviou R$ 119 milhões. A investigação, que aponta apadrinhamento do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, levou o ministro Flávio Dino a suspender as emendas e bloquear os valores.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou, em 10 de julho de 2026, a suspensão das emendas sob investigação. A decisão judicial mandou bloquear R$ 119 milhões das contas de Valdemar Costa Neto. Segundo Dino, há “indícios convergentes” de que os investigados participaram de um esquema para direcionar recursos de emendas de forma irregular.
O ministro afirmou que as investigações indicam a atuação coordenada de funcionários da Câmara e de Valdemar Costa Neto no direcionamento das verbas. Um dos deputados envolvidos, Luiz Carlos Motta, disse que seu nome consta por ter sido relator do Orçamento de 2024. Capitão Alden declarou que a indicação seguiu o “procedimento institucional adotado”.
A defesa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, contestou a medida. Em nota, os advogados declararam que a decisão de Dino é “exposição pública prematura da investigação”. Eles afirmaram que “não há nada de criminoso” na articulação de interesses nacionais e regionais por um presidente de legenda.

