Cientistas do Museu Geológico de Copenhague confirmaram a redescoberta de fragmentos do maior Megalodonte já registrado. O estudo, publicado em 28 de junho, indica que o tubarão pré-histórico podia atingir 24,3 metros de comprimento, superando os 15 metros considerados o limite da espécie.
O achado original ocorreu em 1978, em uma jazida de argila na cidade de Gram, Dinamarca. O material foi perdido durante uma mudança de acervo em 1989, forçando pesquisas posteriores a se basearem apenas em registros fotográficos e medidas antigas. Em 2025, pesquisadores estimaram o tamanho do predador com base em uma vértebra de 23 centímetros, o maior espôndilo catalogado.
A recuperação do exemplar físico encerrou dúvidas sobre as medições. Com o material em mãos, a equipe utilizou um scanner de microtomografia da Universidade de Aarhus para contar os anéis de crescimento. O resultado apontou uma idade mínima de 64 anos, com potencial para viver próximo a 96 anos.
Além disso, foram encontrados fragmentos de brânquias e escamas de tubarão-peregrino nas rochas ao redor. A equipe interpretou esses restos como conteúdo estomacal do Megalodonte, configurando o primeiro registro de predação confirmado para a espécie.

