A Vila Mimosa, reduto histórico de prostituição no Rio de Janeiro, completa 30 anos de existência na Rua Sotero dos Reis, em São Cristóvão. O local, que foi removido do centro da cidade em 1996, enfrenta atualmente queda de público e dificuldades de manutenção, segundo relatos de profissionais.
A área, que se estabeleceu após a remoção da tradicional Zona do Mangue, concentra a vida de profissionais do sexo. Relatos indicam que a atividade sofre com a queda no movimento da Região Central, um impacto agravado pela pandemia, além de questões de insegurança.
As profissionais, muitas delas mães solo, relatam a dificuldade de sustento. Uma moradora comentou que teve um Pix de R$ 900 contestado por um cliente. A média de cobrança por meia hora na Vila Mimosa varia entre R$ 60 e R$ 120, sem incluir os custos de aluguel do quarto, que é de R$ 30.
A Associação de Moradores do Condomínio e Amigos da Vila Mimosa informa que mais de mil mulheres trabalham no local, mas a maioria opera em rodízio, de quarta a domingo. Representantes da associação afirmam que o esvaziamento do Centro e o aumento das oportunidades de estudo impulsionaram a dispersão de profissionais ao longo dos últimos 20 anos.

