Os jogos da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo resultaram no corte de 50,4 GWh de geração solar e eólica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou a restrição ao longo das dez horas em que o time esteve em campo, após a eliminação pela Noruega.
O montante cortado equivale a cerca de seis horas de produção da usina de Itaipu, considerando a média de 8,3 GWh por hora registrada em 2025. O levantamento do Poder360 considera apenas as restrições de geração solar e eólica. O ONS determina o corte quando a geração disponível excede o consumo ou quando limitações operacionais impedem a absorção total de eletricidade no Sistema Interligado Nacional (SIN). A medida visa manter o equilíbrio entre geração e consumo em tempo real e preservar a segurança do sistema elétrico.
As partidas diurnas apresentaram maior intensidade nos cortes. O confronto contra a Noruega, realizado a partir das 17h de um domingo, gerou 22,8 GWh de restrição, o que corresponde a 45,3% do total. O jogo contra o Japão, iniciado às 14h de uma segunda-feira, registrou 15,1 GWh cortados. Somados, esses dois confrontos concentraram 37,9 GWh, ou 75,2% do total de restrição.
Em alguns momentos, o volume de geração restringido superou a energia renovável efetivamente aproveitada. No caso da partida contra a Noruega, às 17h, o ONS restringiu 18,9 GWMed, enquanto apenas 8,8 GWMed foram absorvidos pelo sistema. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda discute os critérios comerciais para ressarcimento, tendo adiado a votação da regulamentação em 22 de junho, após pedido de vista do diretor Fernando Luiz Mosna.

