O setor turístico de Cuba enfrenta colapso após sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, resultando no abandono de hotéis e na ausência de visitantes estrangeiros. Em cinco meses de 2026, a ilha recebeu apenas 360 mil turistas, uma queda de 58% em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais.
A economia cubana sofre com o agravamento da escassez e o colapso dos serviços. O bloqueio petrolífero ordenado pelos EUA desestabilizou o mercado e forçou companhias aéreas a cancelar voos. Além disso, novas sanções americanas visam empresas estrangeiras que negociam com militares cubanos, controladores do setor turístico.
Operadoras de turismo, como a Cubania Travel, suspenderam viagens por tempo indeterminado. A diretora da empresa, Lucy Davies, comentou que ir a Cuba se tornou um “turismo macabro”. Ela está mobilizando clientes para financiar doações de alimentos para os afetados pela crise.
Em um esforço para reverter o quadro, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou em junho que cubanos, tanto no exterior quanto na ilha, poderiam assumir a gestão de hotéis estatais. Contudo, o economista cubano, Pedro Monreal, declarou que a mudança exigiria um capital e conhecimento técnico que o setor privado local não possui.

