Michel Temer aconselhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “amenizasse as palavras” ao dialogar com Donald Trump, visando evitar o agravamento da crise diplomática entre os dois países. O ex-presidente relembrou um jantar em Nova York, em 18 de setembro de 2017, quando Trump questionou diretamente sobre uma possível invasão da Venezuela.
Temer explicou que a pergunta de Trump, dirigida a ele e a outros líderes, causou constrangimento entre os participantes. Segundo o ex-presidente brasileiro, os líderes explicaram a Trump que mantinham boa relação com o povo venezuelano, mas não reconheciam o governo de Nicolás Maduro, e que o país estava suspenso do Mercosul.
A lembrança do encontro serviu de base para a avaliação de Temer sobre a postura atual do governo brasileiro. Ele afirmou: “Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”.
A declaração ocorreu quando questionado sobre o risco de Trump usar classificações de organizações criminosas brasileiras para justificar intervenção no Brasil. Enquanto Temer defende um discurso moderado, o governo Lula tem adotado um tom mais firme diante de ameaças de Trump, como um novo “tarifaço” sobre produtos brasileiros.

