A Comissão Europeia solicitou mudanças no design do Instagram e do Facebook, plataformas da Meta, devido a recursos que podem incentivar o uso compulsivo dos aplicativos na Europa. A avaliação, ainda preliminar, pode impor novas obrigações à empresa, afetando funcionalidades como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos.
O órgão europeu apontou que ferramentas como a rolagem infinita, a reprodução automática de vídeos, as notificações e os sistemas de recomendação personalizados mantêm os usuários conectados por mais tempo. A Comissão defende que a Meta revise essas funcionalidades, sugerindo a desativação padrão de recursos e a criação de limites de tempo mais eficientes.
A investigação, que começou em maio de 2024, faz parte da aplicação da Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia. O foco inclui a análise de mecanismos como o “buraco do coelho”, que gera sequências contínuas de vídeos. A Comissão também questiona se a Meta avaliou adequadamente os riscos para adolescentes e grupos vulneráveis.
A Meta contestou a análise, afirmando já ter implementado ferramentas de proteção para adolescentes, como Contas para Adolescentes. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a empresa pode enfrentar multa de até 6% do faturamento anual global, valor que, com base em 2025, pode superar 11 bilhões de euros.

