Daniella Marques, cotada para vice do pré-candidato Flávio Bolsonaro, declarou não gostar do apelido “Paulo Guedes de saia”. A administradora, que coordena a agenda econômica do senador, defende um ajuste fiscal de 1,5% do PIB como caminho para retomar a confiança na economia.
Marques afirmou que o arcabouço fiscal precisa de uma instância de governança que envolva os três Poderes no debate orçamentário. Ela explicou que a definição da âncora fiscal, seja teto de gastos ou de dívida, ainda está em processo de integração de ideias. Segundo ela, o ajuste deve focar na revisão de gastos, privilégios e na reestruturação dos ativos da União.
Sobre os cortes, a cotada para vice disse que não haverá redução em programas de assistência social. Ela apontou que o desperdício de recursos ocorre em “penduricalhos, de privilégios, gastos tributários, um desperdício gigantesco de recursos em ativos da União”. Marques mencionou que a venda de ativos da União poderia gerar entre R$ 150 bilhões e R$ 250 bilhões, valor que seria usado para reduzir a dívida.
A respeito das estatais, Marques defendeu a modernização da gestão, dizendo que a privatização é consequência, e não a lógica principal. Ela também afirmou que, caso convidada para a vice-presidência, seu espírito é contribuir para o projeto sob a liderança de Flávio Bolsonaro.

