O Brasil exportou US$ 553,7 milhões em jogadores de futebol em 2025, gerando um superávit de US$ 319 milhões, segundo dados do Banco Central. As operações, registradas na categoria “ativos não financeiros não produzidos”, mostram que o futebol responde por grande parte do volume negociado.
O saldo positivo foi alcançado após as importações de atletas somarem US$ 234,7 milhões (R$ 1,2 bilhão). Cesar Grafietti, consultor de gestão e finanças do esporte, afirmou que a exportação se tornou fonte importante de receita, pois quase 30% do faturamento dos clubes da Série A em 2025 veio da venda de atletas.
Grafietti explicou que o aumento não se deu pela quantidade, mas pelo valor dos jogadores negociados. Ele disse que atletas entre 17 e 21 anos estão valendo mais, com negócios chegando a 25, 30 ou 40 milhões de euros. Essa mudança reflete a reestruturação financeira dos clubes, que passaram a negociar melhor as transferências.
O país lidera entradas e saídas de atletas, conforme relatório da Fifa, registrando 1.005 saídas e 1.190 entradas no futebol masculino profissional. O Palmeiras liderou as arrecadações em 2025, com 145,9 milhões de euros (R$ 860 milhões), impulsionado pela ida de um atleta ao Chelsea por 45 milhões de euros.

