O livro Sabedoria de Salomão, o vigésimo sétimo da Bíblia, trata do destino dos justos e ímpios, e exalta a sabedoria divina. A obra, que pertence ao cânon católico e ortodoxo, foi escrita por um judeu helenista no Egito, por volta do século I a.C.
A obra, composta por 19 capítulos, apresenta três partes centrais: o destino dos justos e ímpios (caps. 1–5); o elogio e a busca da Sabedoria (caps. 6–9); e a ação da Sabedoria na História (caps. 10–19). O autor proclama que “As almas dos justos estão nas mãos de Deus”, definindo a morte não como ruína, mas como passagem.
A Sabedoria é exaltada como força eterna, mais bela que o sol e mais preciosa que o ouro. Ela confere discernimento e permite ao ser humano conhecer o caminho da Verdade. O texto interpreta a História como um teatro da providência, onde a justiça divina corrige os erros humanos.
O livro se distancia do cânon hebraico, mas sua mensagem ressoa com princípios de justiça e imortalidade da alma. A verdadeira grandeza, segundo a obra, reside na compreensão da vontade divina, e não no poder transitório.

