O Banco Central (BC) estuda a criação de mecanismos para restringir o acesso ao Pix por instituições que apresentem falhas de segurança ou controles inadequados. A medida surge em resposta ao aumento de ataques cibernéticos que geraram perdas superiores a R$ 1,5 bilhão em um ano.
A autoridade monetária avalia diversas ações, incluindo a criação de limites para valores e horários de transações, o bloqueio de registro de novas chaves Pix por instituições de risco e, em casos graves, a suspensão do acesso ao sistema. A intenção é adotar uma atuação preventiva para acelerar respostas a ameaças.
Especialistas apontam que criminosos priorizam empresas menores na estrutura de conexão do sistema financeiro, que possuem estruturas de segurança menos robustas. Um caso notório foi o ataque a uma empresa intermediária tecnológica no ano passado, que resultou no desvio de cerca de R$ 800 milhões.
Para o BC, a proposta visa elevar o nível mínimo de proteção e incentivar investimentos em tecnologia. O diretor de Administração da instituição, Rodrigo Teixeira, disse que sistemas como o Pix se tornaram essenciais, mas também ampliaram a exposição a riscos. O diretor de Fiscalização, Ailton Aquino, afirmou que a segurança cibernética será prioridade, com foco no mapeamento de riscos.

