Goldman Sachs divulgou uma projeção de longo prazo que prevê 5.288 missões de IA dedicadas da SpaceX até 2031. O relatório indica que essa expansão da infraestrutura de IA, que incluirá data centers espaciais, criará uma demanda massiva por memória avançada, beneficiando empresas como a Micron Technology.
A corrida da inteligência artificial já pressiona a cadeia de suprimentos de semicondutores, com memória de banda larga (HBM) e fabricação de chips de ponta sendo gargalos. Contudo, a análise de Goldman Sachs sugere que o ritmo atual pode ser modesto comparado ao que se planeja para a próxima década. Cada lançamento de Starship, segundo o estudo, poderia levar de 30 a 50 satélites de IA, cada um contendo um rack de IA equivalente a um GB300.
A demanda por memória é crítica, pois aceleradores como os da Nvidia dependem de oito pilhas HBM por unidade. A Micron, junto com SK hynix e Samsung, é uma das poucas fabricantes capazes de produzir HBM de ponta em escala. A projeção implica que a capacidade de produção de memória precisará se expandir drasticamente para atender a essa escala.
Embora os números sejam considerados um cenário otimista, a direção da demanda é o ponto chave. Mesmo que apenas uma fração das missões seja realizada, a necessidade de memória avançada deve superar a oferta por anos. Os custos estimados para data centers orbitais seriam de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões por gigawatt, um valor inferior aos US$ 28 bilhões a US$ 32 bilhões citados para instalações terrestres.

