A unidade da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha, deixou de ser apenas um apoio operacional do sistema prisional e passou a abrigar investigados e condenados de casos de grande repercussão política e financeira em Brasília.
A transformação da unidade começou em 2016, quando a Vara de Execuções Penais permitiu que o batalhão funcionasse como sala de Estado-Maior, destinada à custódia de advogados em certas situações. Com o tempo, decisões judiciais passaram a encaminhar autoridades e investigados submetidos à análise do Supremo Tribunal Federal (STF) para o local.
Atualmente, a Papudinha abriga 52 pessoas, com capacidade para 60 internos. Entre os custodiados estão ex-integrantes do governo anterior, dirigentes de instituições públicas e executivos investigados. A Polícia Militar defende que a unidade seja reconhecida oficialmente como presídio, pois passou a custodiar pessoas sem vínculo com a corporação.
A custódia de certos indivíduos gerou debates jurídicos. Um dos casos envolve a permanência de um investigado na unidade, autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, devido a riscos à integridade física. A unidade oferece assistência religiosa e participa do programa Recomeçar, que fornece apoio emocional e orientação financeira aos detentos.

