A Polícia Federal apreendeu na residência de um publicitário um contrato que previa a produção de um documentário sobre o ‘Caso Banco Master’. O documento, que tinha vigência de seis meses, foi assinado pelo ex-banqueiro em 31 de março deste ano, quando ele já estava preso em Brasília.
Os investigadores informaram ao Supremo Tribunal Federal que a apreensão do suposto contrato exige aprofundamento instrutório para sua compreensão. Segundo a PF, o acordo previa que o documentário ou série seria produzido com a colaboração de Thiago Miranda e do ex-banqueiro, que deveriam compartilhar informações, conceder entrevistas e fornecer acesso a documentos.
O contrato possui firma reconhecida em cartório por Miranda e pelo ex-banqueiro, entre outras pessoas. Para esclarecer detalhes da produção e a destinação de itens, a PF considera fundamental analisar o celular apreendido com o publicitário. A análise dos dados pode delimitar a extensão de vantagens indevidas transacionadas.
A defesa do publicitário publicou nota negando irregularidades. A defesa afirmou que Thiago Miranda adotou postura colaborativa desde o início das investigações, alegando que a improcedência das suspeitas será demonstrada ao final da instrução.

