O preço médio nacional do prato feito brasileiro subiu para R$ 31,90 em junho. O levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP) aponta que o aumento reflete a pressão de custos operacionais, como aluguel e energia, em todo o país.
O indicador, que mede a inflação sob a perspectiva do consumidor, registrou um avanço de cerca de 5,4% se comparado a março, quando o valor era de R$ 30,27. Em relação a janeiro, o aumento foi de cerca de 7,15%, quando o prato custava R$ 29,77. Segundo o economista Rodrigo Simões Galvão, o prato feito representa a estrutura econômica do comércio, e o aumento não se restringe apenas ao custo dos alimentos.
A variação de preço apresenta diferenças regionais significativas. O Sul lidera o ranking com o prato a R$ 34,90, enquanto o Norte apresenta o valor mais acessível, R$ 29,99. A FAC-SP explica que o reajuste pode corresponder ao repasse parcial de custos acumulados, e não necessariamente a um aumento de lucratividade.
Em outro dado macroeconômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE em 10 de junho, registrou alta de 0,16%. Este resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava 0,36% para o período.

