Grandes plataformas de comércio eletrônico estão integrando pequenos negócios em suas redes logísticas, transformando estabelecimentos locais em pontos de retirada e parceiros de entrega final. Essa estratégia impulsiona a capilaridade das empresas e gera nova fonte de renda para os empreendedores.
O setor de e-commerce brasileiro faturou R$ 235,5 bilhões no ano passado, com alta de 15,3% em relação a 2024, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom). Nesse crescimento, marketplaces recrutam pequenos negócios para atuarem como pontos de retirada de produtos ou parceiros na realização das entregas finais. Essa parceria beneficia as redes ao otimizar a logística e os empreendedores ao obterem receita extra.
Exemplos dessa integração incluem o Magazine Luiza, que conta com 1.600 pontos de retirada, sendo 355 vinculados a pequenos negócios. A Shopee opera cerca de três mil Agências Shopee em mais de 800 cidades, com mais de 90% delas sendo pequenos estabelecimentos no Rio de Janeiro. Um pequeno negócio no Rio de Janeiro, cadastrado para seis empresas de e-commerce, estima que 200 pessoas passem pelo local diariamente por causa das entregas.
A estratégia também envolve a terceirização de entregas. A Amazon, por exemplo, utiliza o Amazon Hub Delivery, programa que permite que pequenos e médios negócios recebam até R$ 30 mil por ano em renda adicional ao realizar entregas. Especialistas afirmam que, em um mercado competitivo, a agilidade na entrega é fator decisivo para a preferência do consumidor.

