O comitê disciplinar da Fifa suspendeu a punição de um jogo aplicada ao artilheiro da seleção dos EUA, após pressão externa. A medida permitiu que o jogador atuasse contra a Bélgica nas fases eliminatórias da Copa do Mundo, apesar de ter recebido cartão vermelho em partida anterior.
O órgão, composto por dezoito membros, possui um funcionamento considerado opaco pela imprensa internacional. Embora o comitê tenha um elenco diversificado, as últimas cento e dez decisões publicadas foram tomadas por apenas um indivíduo, o presidente, que tem permissão para julgar sozinho ou delegar o poder.
A decisão gerou indignação no futebol mundial. Especialistas jurídicos afirmaram que o comitê não possui poder para anular punições automáticas, e o regulamento da Fifa não prevê essa anulação, exceto em caso de erro de identificação. O comitê divulgou que o jogador foi culpado de duas infrações, mas suspendeu a punição por um ano, sem apresentar justificativa detalhada.
A União Europeia de Futebol (UEFA) classificou a ação como “incompreensível e injustificável”. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que os órgãos judiciais da entidade são “independentes” e decidem com base nos regulamentos aplicáveis. A Fifa não divulgou a decisão completa sobre o caso.

