PepsiCo e Procter & Gamble divulgaram resultados financeiros recentes, mostrando trajetórias de crescimento diferentes. A PepsiCo registrou receita de 24,18 bilhões de dólares, impulsionada por mercados internacionais, enquanto a P&G alcançou 21,24 bilhões de dólares em vendas líquidas, com destaque para a divisão de beleza.
A PepsiCo reportou um EPS básico de 2,20 dólares no segundo trimestre de 2026, com crescimento de 6,4% em relação ao ano anterior. O desempenho geográfico foi o fator determinante: América Latina Foods avançou 15%, EMEA subiu 10% e Ásia Pacífico Foods cresceu 12%. Contudo, a PepsiCo Foods América do Norte registrou queda de 2% devido à redução do preço líquido efetivo.
A P&G apresentou vendas líquidas de 21,24 bilhões de dólares, um aumento de 7,4%. O crescimento foi sustentado por todos os cinco segmentos, com a divisão de Beleza subindo 7% organicamente. O EPS básico atingiu 1,59 dólares, superando a expectativa de mercado. O novo CEO da P&G, Shailesh Jejurikar, afirmou que o crescimento foi “amplo em categorias e regiões de produtos”.
Ambas as companhias enfrentam o impacto de tarifas. A P&G estimou o custo em cerca de 400 milhões de dólares após impostos e planeja cortar até 7.000 cargos não fabris até o final do ano fiscal de 2027. A PepsiCo, por sua vez, manteve a projeção de crescimento do EPS em moeda constante entre 4% e 6%.


