A Copa do Mundo contabiliza ao menos sete casos ou acusações de racismo em pouco mais de um mês de competição. Os episódios envolvem jogadores, árbitros e figuras públicas, com ataques direcionados ao atacante francês Kylian Mbappé.
O caso mais recente envolveu um artigo de opinião do ex-presidente do governo espanhol, que afirmou que a seleção francesa “já não tinha franceses”. Políticos franceses classificaram o texto como racista e xenófobo, gerando repercussão internacional.
A FIFA adotou oficialmente o protocolo antirracismo, que permite a interrupção de jogos diante de manifestações discriminatórias. No ambiente digital, o monitoramento identificou 89 mil publicações abusivas na fase de grupos, um aumento de 13 vezes comparado à Copa de 2022. Destas, 11% tinham caráter racial.
Entre os incidentes, uma senadora do Paraguai fez ofensas raciais contra o atacante francês. Além disso, um árbitro de vídeo foi investigado por um gesto interpretado como racista, embora a FIFA tenha inocentado o profissional após análise. O ex-jogador alemão Bastian Schweinsteiger também foi acusado por comentar o futebol de uma seleção africana.

