A Xiaomi iniciou cortes de empregos em diversas unidades de negócio desde março, visando conter custos após uma forte queda nos lucros, segundo fontes internas. As demissões atingiram equipes de smartphones, automóveis, serviços de internet e operações internacionais, refletindo dificuldades financeiras da companhia.
As reduções ocorrem após dois anos de contratações aceleradas e coincidem com o aumento dos custos de componentes e vendas de veículos elétricos abaixo do esperado. A empresa declarou à Caixin que realiza ajustes normais, mas relatos internos indicam cortes significativos. Um funcionário em Pequim informou que sua unidade foi instruída a cortar custos com mão de obra em cerca de 20%, focando em funcionários mais antigos e com salários mais altos.
Em Nanquim, um funcionário relatou que seu departamento encolheu de mais de 40 para pouco mais de 10 pessoas, afetando todos os níveis hierárquicos. A meta inicial de corte de 30% do quadro de funcionários foi solicitada pela gerência em 23 de abril, mas não foi totalmente alcançada. Os cortes desfizeram parcialmente a onda de contratações recentes, dispensando grande parte dos terceirizados e recém-formados.
Os resultados financeiros do primeiro trimestre confirmaram a pressão. A receita caiu 10,9% em relação ao ano anterior, totalizando 99,1 bilhões de yuans (US$ 14,6 bilhões). O lucro líquido ajustado despencou 43,1%, chegando a 6,1 bilhões de yuans. Devido a esses resultados, as ações da Xiaomi caíram quase 60% desde que atingiram quase HK$ 60 (US$ 7,7).

