Os Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques contra dezenas de alvos no Irã no domingo, dia 12 de julho de 2026. A operação, conduzida pelo Centcom, buscou diminuir a capacidade iraniana de ameaçar embarcações no Estreito de Ormuz. A ofensiva mobilizou caças e drones, intensificando a escalada militar entre os dois países.
Segundo os militares norte-americanos, os alvos atingidos incluíram sistemas de defesa aérea, radares costeiros, estruturas ligadas a mísseis e drones, além de pequenas embarcações. O Centcom declarou que as forças dos EUA estão posicionadas para garantir a liberdade de navegação comercial no corredor marítimo vital, apesar das restrições anunciadas por Teerã.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA localizadas no Kuwait, Bahrein, Jordânia, Omã e Qatar. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os bombardeios norte-americanos inviabilizaram os esforços diplomáticos recentes para reduzir a tensão.
A escalada gerou incertezas sobre um acordo provisório firmado em junho, que previa a retomada da navegação e um período de 60 dias de negociações. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo havia terminado, mas manteve aberta a possibilidade de novas conversas. Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transportados globalmente passavam pelo estreito.

